Há uma euforia generalizada pela cozinha japonesa em Portugal. Em Braga também. É, por isso, comum sermos surpreendidos por pessoas com conhecimento alargado de restaurantes de sushi e os seus termos especializados. Mas há quem queira aprofundar ainda mais o tema.

Omakase significa “confiar no chef” e é um resumo perfeito para o que o Chef Michael Choi nos propõe. Ao balcão, enquanto nos fala da origem do sushi do Período Edo – que deu corpo à tradição de Tóquio – e da nobreza da experiência da degustação de sushi em celebração – e não todos os dias, em modo fast food -, prepara uma variedade de peças que vai servindo individualmente. Cada uma delas deverá ser provada até 25 segundos depois de sair da mão do chef, ou passará a ser só comida, diz-nos ele. Coma com a mão ou a soja não faz parte são outras ideias desafiantes que propõe na busca de fazer-nos sentir japoneses. Diz que magokoro – essência do coração japonês – é a ideia que melhor devemos compreender ao sair do Omakase.

Mas voltemos à comida. Com peixes de muitos mares europeus, a viagem começa e termina em Tóquio. Além de sashimi, ngiri, gunkan, takoyaki, tamagoyaki e outras especialidades dos menus sazonais podemos encontrar um delicioso kimchi (Coreia) tradicional, um desafiante bao (China) ou um reconfortante ramen. À disposição temos 3 níveis de experiência ao balcão com o chef, além do menu a la carte e do menu de almoço – uma “mini-experiência”.

Michael Choi desafia-nos a estar com ele e a sua equipa no Japão – onde estudou – e é por isso que a sua discreta entrada perto do Jardim da Senhora-a-Branca não revela imediatamente a pitoresca decoração do interior. Porque é assim que eles fazem.

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