Sé de Braga

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Ainda Portugal não era país e já havia uma Sé de Braga. A Sé é sem dúvida a edificação mais marcante da cidade. A sua história é rica e abundante, feita de reformas ininterruptas e recheada por um materialismo evidente, mas na verdade é o seu património intangível que a releva para o espaço de centralidade que ocupa desde há muito tempo na cidade.

Localizada no centro histórico, a Sé de Braga representa um pouco da evolução secular da cidade. A Sé, tal como hoje a conhecemos, foi projetada no final do séc. XI pelo Bispo D. Pedro. Porém, a catedral foi construída num local onde se acredita ter existido um templo romano dedicado à deusa Ísis.

Ao longo dos anos e em diferentes períodos, a catedral bracarense viu o seu plano inicial ser alargado com a construção de cinco capelas, dois claustros,  um Galilé, um Absidíolo, uma cabeceira e uma sacristia. Como resultado, a Sé de Braga ergue-se numa mistura de estilos que vai desde o românico, ao gótico e ao barroco. Abaixo daremos nota de alguns desses estilos.

A visita à Sé desdobra-se num enredo denso, ao qual não podemos deixar de prestar atenção. Os pormenores arquitetónicos, a visita aos túmulos, a passagem pelo Tesouro-Museu da Sé, a marca de devoção secular que está inscrita nas suas paredes são apenas algumas das razões que podemos mencionar para sugerir uma passagem.

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Estilos Arquitetónicos

Românico

Inicialmente construída em estilo românico, com paredes grossas e robustas, a Sé tem o seu interior constituído por três naves (uma central e duas laterais), um transepto e uma cabeceira  com a ábside rodeada por dois absidíolos.

Contudo, essa estrutura típica do estilo românico (mas também do gótico) não é o único traço arquitetónico desse estilo. Os portais ou os capitéis da catedral, ou ainda os arcos de volta perfeita no interior da catedral, são marcos bastante visíveis da presença do estilo românico.

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Gótico

No início do Séc. XVI, quando D. Diogo de Sousa decidiu visitar a Sé de Braga pela primeira vez, deparou-se com uma cabeceira que ele considerou muito pequena para a magnitude da catedral. Como tal, e sem hesitar, encarregou o mestre João de Castilho da construção de uma cabeceira digna da dimensão da Sé da Braga. Nascia assim a cabeceira de estilo gótico ainda hoje presente na catedral. No interior da igreja, o frontal do altar-mor também apresenta esses traços, embora já mais num estilo gótico flamejante, a fase final desse estilo.

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Barroco

No séc. XVIII, o estilo barroco invadiu a cidade de Braga e a Sé não foi exceção. Como resultado, as pinturas, as talhas douradas e a madeira bastante trabalhada saltam à vista quando se visita a catedral. Estes traços do barroco encontram-se atualmente concentrados numa área relativamente pequena. Mas nem sem sempre foi assim. Nos anos 30 e 50 do séc. XX, numa ação de restauro, a Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais decidiu restituir o ar mais medieval e original à catedral.

Ainda assim, os dois enormes orgãos presentes, mesmo junto à entrada e ao nível do coro alto, não deixam esquecer a importância que o barroco teve na Catedral bracarense.

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No séc. XVIII, o estilo barroco invadiu a cidade de Braga e a Sé não foi exceção. Como resultado, as pinturas, as talhas douradas e a madeira bastante trabalhada saltam à vista quando se visita a Catedral. Estes traços do barroco encontram-se atualmente concentrados numa área relativamente pequena. Mas nem sem sempre foi assim. Nos anos 30 e 50 do séc. XX, numa ação de restauro, a Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais decidiu restituir o ar mais medieval e original à Catedral.

Ainda assim, os dois enormes orgãos presentes, mesmo junto à entrada, não deixam esquecer a importância que o barroco teve na Catedral bracarense.

Túmulos

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Outro dos grandes pontos de interesse da Sé de Braga,  é a presença dos “Pais” mais importantes de Portugal ou, por outras palavras, os pais de D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal. Na capela dos Reis, numa das 5 capelas presentes no complexo (construída no séc. XIII), encontram-se os túmulos de D. Henrique de Borgonha e D. Teresa de Leão.

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Também D. Afonso de Portugal, filho do Rei D. João I, Mestre de Avis, tem o seu túmulo na Sé Catedral. Os Arcebispos D. Diogo de Sousa (a pessoa que mandou construir a cabeceira  da Catedral) também jaz na Sé, na capela de Nossa Senhora da Piedade, enquanto o Arcebispo Gonçalo Pereira se encontra na Capela de Nossa Senhora da Glória.

Tesouro-Museu da Sé

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Em 1930, face ao espólio alargado de peças acumuladas ao longo de séculos, foi criado o Museu-Tesouro da Sé, que se encontra nas dependências da Catedral. Uma das peças no interior do museu é uma cruz que foi usada na primeira missa realizada no Brasil, transportada por Pedro Álvares Cabral.

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Por tudo isto, a Sé de Braga constitui uma autêntica máquina do tempo que nos transporta durante séculos e séculos de história. Contudo, não o faz através de elementos esotéricos ou narrativas do fantástico mas através da leitura que nos permite fazer sobre a arquitetura, a religião e a arte em si.

Informações úteis

SÉ DE BRAGA
R. Dom Paio Mendes
4700-424 Braga

+351 226 197 080 | +351 253 263 317
geral@culturanorte.pt
http://www.se-braga.pt/catedral.php

Catedral:
Segunda a domingo
08H30-18H30

Tesouro – Museu:
Terça a domingo
Verão: 09H00-12H30 / 14H00-18H30
Inverno: 09H00-12H30 / 14H00-17H30

Catedral: 2 €
Tesouro –Museu: Adultos e crianças a partir dos 10 anos: 3 €. Crianças de 6 a 10 anos: 50% de desconto. Crianças e jovens integrados em visitas escolares e acompanhantes: 50% de desconto. Crianças com menos de 6 anos: gratuito
Catedral + Tesouro – Museu: 4 €

 

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